Gisele, Brahma e Eddie

Esta semana o Mateus escreveu para compartilhar sua experiência com suas bulls (Gisele e Brahma), e como ele acabou conhecendo o Eddie… Espero que esta história acabe por ajudar outros donos de alguma forma!

“Em outubro do ano passado contei pra vocês minha história com a Brahma e a Gisele. E assim como vi em outros posts em que tu posta as histórias das pessoas e seus cães após o passar do tempo, me senti na obrigação de fazer o mesmo.

A história não é tão alegre quanto eu gostaria que fosse, mas preciso contar…

Conforme foi contado em tempos atrás, compramos a Brahma e acabamos ganhando a Gisele junto. As duas no começo se deram muito bem e a chegada da Gisele ajudou muito na adaptação de comportamento da Brahma, que em poucas semanas perdeu a mania de morder e se tornou uma cadela muito mais sociável.

Com o passar do tempo, fomos percebendo que as tradicionais disputas de território entre as duas “moças” começaram a aparecer. Uma briguinha aqui, outra ali e logo percebemos que a atenção deveria ser dobrada com aquelas duas, já que na briga entre dois poodles, um arranca o “pom-pom” do outro, mas quando envolve dois cães com a força de um bull, a buraco é mais embaixo…

O tempo foi passando e as brigas, que nem sempre acabavam em mera gritaria, mas as vezes até mesmo em muito sangue pelo pátio (já que qualquer veia na orelha de um cão já provoca aquela sanguera), foram ficando mais frequentes e com a chegada do primeiro cio delas se tornou insustentável. Como já haviam me dito, quando duas cadelas estão em um mesmo ambiente e o cio chega, elas disputam território como se fossem dois machos. Após muitas tentativas, percebemos que seria insustentável manter as duas juntas, por medo de que algo acontecesse.

Assim, resolvemos levar a Gisele para a casa dos pais da minha namorada, que moram pra fora. Não deu outra, ela se comportou tão bem longe da Brahma, que acabou até sendo “promovida” a cadela de apartamento e veio morar com a minha namorada no apartamento dela, onde até hoje vive feliz da vida.

A vida seguiu e a Brahma foi se criando muito forte e bonita, até o dia em que se acordou vomitando sangue. Levamos ela até o veterinário, que a analisou  e diagnosticou uma traqueíte, em razão da tosse que ela apresentava. Quanto ao sangue, disse (equivocadamente, penso) se tratar de um corte na boca. Um dia se passou e o sangramento e a tosse passaram a ser acompanhados de uma respiração ofegante e abatimento notável. Após dois dias entre indas e vindas, diagnóstico de suspeita de piometra (uma infecção no útero) ficamos receosos, pela grande volume de pacientes que tinha o nosso veterinário e resolvemos trocar de veterinário em busca de uma atendimento mais exclusivo para a Brahma. Foi feito ultrassom, descartada a suspeita do piometra e identificado uma grande hemorragia interna. A Brahma agora estava muito mal e fazendo apenas medicação para tentar se fortificar e lutar pela sobrevivência, bem como expulsar alguma eventual substância intoxicante em seu organismo. Dormiu na clínica veterinária, amanheceu mal e não aguentou.

Certamente só senti dor maior na minha vida quando meu avô faleceu.

Nada ficou esclarecido, a não ser uma suspeita de envenenamento (que eu custo a acreditar, em razão de tão pouco que ela latia ou poderia incomodar algum vizinho).

De tudo, prefiro lembrar dos bons momentos, de como foi bom ter ela nesses 8 meses em que ela esteve comigo. Foram intensos e fizeram eu me apaixonar pela raça ainda mais do que eu já era antes de ter vivido essa experiência. Aprendi o quanto o mesmo animal que pode te irritar por certas destruições na casa pode, ao mesmo tempo, compensar e devolver com juros e correção através do carinho e cumplicidade qualquer eventual prejuízo.

Sou grato a ela por tudo isso.

Passado um mês, tive uma grata surpresa. Um amigo criador disse que tinha o cão ideal pra mim.

É óbvio que passou pela minha cabeça todo aquele receio do luto e tive plena convicção de que esse filhotinho jamais iria substituir a Brahma ou suprir a dor da sua perda, mas também sei que graças a ela eu me tornei um viciado em bulls e o vazio que ela deixou no pátio se tornou insuportável.

Assim, querendo viver experiências novas, com as peculiaridades que cada cão tem, (pois sim, eles têm personalidade) as quais não vão ser iguais, mas espero que tão especiais quanto àquelas vividas com a Brahma, trouxe para mim o Eddie (em homenagem ao Eddie Vedder), um lindo piratinha para ser o meu mais novo companheiro e poder passear comigo e quem sabe ser um namorado da Gisele no futuro.

Estamos aos poucos curando a dor da perda da inigualável Brahma, mas também nos enchendo de alegria pela chegada desse lindo cão, que esperamos se criar com muita saúde e disposição!

PS.: estaremos monitorando o crescimento do Eddie, com treinamento com adestrador (a fim de aprender a não comer nada que não seja dado pelos donos de comida) e até cuidados no pátio, para o caso daquela hipótese (remota, creio eu) de envenenamento não se repetir.”

Infelizmente os bulls, de forma geral, não são muito sociáveis, e às vezes é difícil combater esta característica da raça. Sentimos muito pela linda Brahma (que virou estrela), e dejamos muita sorte e alegrias com o novo roqueiro!

Gisele e Brahma

Eddie

Ace D. Portgas

Hoje a Letícia vai contar aqui a história do Ace, um bullzinho de Brasília, DF. Podemos dizer que o destino deste bull foi traçado no choro, digo… Sorte!

“Há tempos que eu tenho vontade de escrever para você para falar da nossa família: Letícia (eu), Leonardo (meu marido) e Ace D. Portgas (o nosso filhotinho, hoje com 9 meses)…

Decidimos ter um cachorro de um jeito um tanto quanto impulsivo. Estávamos de férias ano passado e, no avião, aconteceu o seguinte diálogo:

Eu: Mudamos de apartamento… vamos ter um cachorro?
Léo: Você sabe que cachorro precisa de atenção, passeio… que vão aumentar os gastos… né?
Eu: Sim, sei… Mas já tá tudo esquematizado. É o Ace D. Portgas! Temos que pegá-lo!!!!
Léo: Não sei…
Eu: Vamos fazer assim… eu vou colocar em um papel “sim” e “não” e vamos deixar o destino conspirar a favor do Ace!

Eu: Escolhe aqui!
*Léo pega o papelzinho*
Eu: Não…
*olhos cheios de lágrimas*
Eu: Tudo bem…
*Léo com pena de mim*

Chegamos de férias, fomos pra casa. O Léo procura no Mercado Livre filhotes de bull. Encontra um canil aqui de Brasília. Me fala. Eu me encho de esperança. Sem que ele saiba, ligo lá e marco uma visita. Conto pro Léo. Ele ri. Fomos visitar o Ace…

Chegando lá, vemos aquele filhotinho todo branquinho, maior que os irmãos, mas o mais tímido… timidez tamanha que correu pra se esconder embaixo dos irmãozinhos… Pronto! Aquele era o nosso Ace.

Uma semana depois, quando ele completou 45 dias, o levamos pra casa. Quando chegou no apê, se esparramou no chão (não estava acostumado com o piso liso). Mais à vontade, correu pro rack e se escondeu no ps3 (o único lugar que ele não poderia gostar).

O nosso bullzinho é como todos da raça… Estabanado, brincalhão, temperamental, territorialista… mas é um doce de cachorro! Muito carinhoso, amigo, companheiro… Embora ele tenha me feito chorar demais no começo (por ter destruído TODOS os meus móveis… sério, não salva nada… vou ter que trocar todos), nosso bullzinho hoje só nos dá alegria! Conquistou nossos corações e é parte da nossa família!”

A história do Ace parece um pouco a história de todos nós (no meu caso, a parte do choro). Mas não dá para resistir à esta carinha e à focinhada, a gente acaba perdoando!

Bjs na família

Dona brava

Estava vendo uma reportagem que afirmava que a escolha da raça de um cão reflete a personalidade do dono. Olhei para o Jimmy.

Até ontem eu podia jurar que ter um bull terrier acabou me deixando uma pessoa invocada, briguenta. Sair de casa com meu cão e ser julgada ali, de primeira, pela capa, foi um choque muito grande. Não estava acostumada com aquilo, tinha de virar um pouco bull para agüentar o tranco.

No meu curso, tivemos de fazer alguns testes e colher de nossos amigos, colegas e familiares depoimentos a respeito de nossa personalidade. Todo mundo foi quase unânime em dizer que sou um pouco… Ansiosa. Um pouco… Brava. Um pouco… Direta. Um pouco… Acho que eles ficaram com medo de dizer o resto.

Ontem de manhã eu xinguei dos pés à cabeça uma senhora que veio me dar um sermão sobre o meu cão. “Este bicho é um perigo!”. Fiquei num bate-boca de 2 minutos com a velhinha, e voltei para casa horrorizada com meu comportamento. Que pessoa eu me tornei? Daquelas que xingam senhoras na rua?

No mesmo dia, na aula, minha professora olhou o teste e os feedbacks (agora eu uso esta linguagem corporativa-business-money-money) e perguntou: “Você é assim, brava, Paloma?”. Foi difícil explicar: queria dizer que eu não era beeem assim, que aí eu comprei um bull terrier que eu amo muito, que aí as pessoas julgavam ele, e que eu não gosto que mexam com as pessoas que eu gosto, aí… Eu xingo velhinhas.

Estou há dias pensando no dilema “Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?”. Eu já era brava muito antes de ter um bull terrier, ou meu cão me fez ficar assim? Meu marido riu do dilema: “Você sempre foi deste jeito…Invocada.”

Mas de onde eu tirei esta coragem toda para xingar velhinhas na rua? Para aqueles que perguntavam se meu cão era bravo, eu costumava responder “O cão não, mas a dona…” com olhar de censura para evitar do assunto render para baixo. Eu achava que estava brincando, mas agora entendi que a recíproca é realmente verdadeira. A dona que é brava!

E sabe o que é mais engraçado? O Jimmy mesmo é um doce. Um doce do jeito dele, incompreendido, na alegria dá cabeçada, para brincar deixa hematomas, para pular no colo, bem… É como jogar uma melancia para alguém e dizer “Pensa rápido!”.

Mas tem de tirar aquela casca, aquele monte de pêlos e músculos para ver a fofureza que é o meu cão. Ele faz o que faz por gostar muito, porque ele não sabe fazer de outro jeito, e não gosta que mexam com as pessoas que ele ama. Ele é assim, mas tem o coração bom. Late, late, mas não sabe morder alguém. Ele não faz por mal, entendeu?

Mas eu estou falando de quem mesmo? Oh, céus!

Sharky…

Sábado de manhã, malas prontas para viajar: “Chama a o Jimmy para irmos para o carro”. Bull terrier na cama com preguiça de levantar. Chama de novo. Jimmy desce da cama e, no pulo, cai de mal jeito e quebra uma unha. Sangue pela casa inteira. Enfaixamos a patinha do jeito que deu e viajamos mesmo assim, visto que não era nada grave. Na volta, tiramos o curativo e ficamos de olho caso a unha saísse sozinha.

Hoje de manhã, a tal unha não caía e decidimos levar nosso cão no veterinário para terminar de retirar. Jimmy tomou uma bela anestesia e voltou para casa grogue, tão grogue que foi carregado no colo. Rafael colocou-o na cama e foi para o escritório no cômodo ao lado. Não percebeu que não tinha trancado a porta do apartamento, na correria de bull dorminhoco, caixinha de transporte e pensando na bela conta que saiu aquela “manicure”.

No apartamento de cima está tendo uma obra, e o pedreiro desavisado errou o andar. Parou no nosso. Foi abrindo a porta com aquele monte de caixas, e antes que pudesse se dar conta que entrara no apartamento errado, deu de cara com um bull, que mesmo anestesiado, pulou da cama e chegou na porta em um milésimo segundo. Jimmy não deu chance para o pobre rapaz se explicar.

Rafael só se deu conta quando ouviu os gritos, o rapaz jogou uma caixa para se salvar enquanto tentava entrar no elevador. Quando meu marido chegou na porta, estava Jimmy latindo para o cara no elevador, e ele chutando meu bull apertando desesperadamente o botão. Parecia uma cena do desenho Eek, The Cat! Rafael então pegou o Jimmy e foi acudir o rapaz. Não sofreu nenhuma mordida, mas ele estava branco. Transparente. Tomou o susto da vida dele.

Na verdade Jimmy não sabia bem o que fazer, não chegou a avançar para morder, mas latiu muito e rosnou. Estava tentando intimidar. Na linguagem canina, estava falando muitos palavrões, brandindo, aquela batida no peito do gorila. Nunca ocorreu isso antes, nosso cão estranhar alguém, mas sei que o que ele quis foi fazer cena. Não era novidade nenhuma que Jimmy se exaltava sempre que ouvia barulho no corredor, ele é mesmo territorialista. Dávamos bronca. Mas daí entrar em casa, foi um pouco demais para ele.

Lógico que a partir de hoje temos de ficar mais atentos à porta, por uma questão de segurança: vai que algum desavisado tem a mesma sorte, ou que alguém com segundas intenções tente fazer alguma maldade com meu cão. Pensei em colocar um aviso, mas imagina a fama!

A moral da história é que o meu marido, que costuma trabalhar só de cueca, passou um carão. O rapaz deu uma volta em todos os andares (no desespero apertou todos os botões do elevador) antes de voltar para pedir desculpas oficiais. Mas nesta hora já estava todo mundo rindo, inclusive ele.

Durma bem, porquinho

Juro que vou tentar parar com a culpa. Mas o processo é lento e me parece que, quanto mais assumimos alguma verdade, mais vezes somos colocados à prova. Que turbilhão de emoções e novidades!

Rafael precisou viajar justamente nos meus dias de aula, quando mal faço horário de almoço para sair mais cedo do trabalho. Isso quer dizer que saio de casa às 8:30hs e volto apenas às 23hs. São quase 15 horas fora de casa. Como fica o Jimmy?

Eu me torturei dias pensando em como resolveria esta sinuca: trabalho apertado abrindo concessões, curso apertado me cobrando tarefas, e um bull apertado querendo sair lá fora para fazer o nº 2. Vontade de ser três!

Não tinha muitas escolhas: ou fazia tudo mal e porcamente, ou fazia o que podia. Optei por deixar o Jimmy no hotel aqui em BH por 2 dias. Tomei esta decisão e logo fui recriminada pelo meu marido (imagina deixar o Jimmy em um hotel porque não consigo cuidar dele?). Parecia que eu estava amarrando o meu bull numa árvore e deixando ele lá, abandonado à própria sorte.

Liguei para o único hotel conhecido nesta cidade que aceita o meu cão. Atendeu a criadora do Jimmy (aquela que me acha um tanto fresca). Expliquei minha situação e reservei uma vaga para o meu cãozinho. No dia de levá-lo, me sentia um lixo, a última das donas, mas engoli o choro e fui firme (meu bull acabaria me perdoando um dia): parecia que estava levando meu cão para um matadouro.

Jimmy ficou louco de alegria quando chegamos, arranjou uma pulação e bem… Ele se esqueceu de se despedir. A criadora riu: “Olha, nem lembrou que tem dona!”, enquanto meu cão ia serelepe pelos corredores até chegar no canil. Queria fazer daquele momento o mais breve possível, e me despedi, com uma ressalva “Ai que tristeza, mas infelizmente não tenho o tempo que queria para ele agora”. Então a criadora disse “Pois é, né? O Rafael viajou e você não dá conta…”. Ela devia estar tentando ser empática, mas aquilo foi um tiro certeiro no meu coração. Recolhi os cacos e entrei no carro.

Fui chorando de lá até chegar no trabalho. Para chorar mais, coloquei uma música melosa anos 90 da Mariah Carey. Chorei tudo o que tinha de chorar. Saí do carro e deixei a culpa lá dentro. Jimmy estava bem e eu também ficaria. Encarei mais um dia de trabalho e ia fazer valer cada minuto daquele curso.

Meu medo foi chegar em casa à noite e não ter ninguém para me receber, nem um rabinho abanando, nem um carinho. O vento uivou a noite toda – Onde diabos estava este vento este tempo todo que eu moro aqui?- Abri um vinho, tomei meus bons drinks e fui dormir. Sai para lá, culpa. “Ao menos amanhã não preciso acordar cedo para levar nenhum cão chorão para passear”.

Mas por dentro eu dizia: “Durma bem, meu porquinho, que logo, logo vou te buscar”.

Dinâmica

Há algumas semanas voltei a estudar e tem sobrado pouco tempo para o resto. Pouco tempo para o meu marido, para minha família, pouco tempo para o meu cão. Quase nenhum tempo para mim.

Meu cansaço chegou a tal ponto que um dia, no meio do almoço, desabei a chorar. Estava num restaurante sozinha lendo meus e-mails quando recebi um texto falando sobre estes papéis que desempenhanhos na nossa vida, a multiplicidade de tarefas que trazemos para nós, esta cobrança de que temos de dar conta do mundo… Caí no choro, ninguém entendeu nada ali. Achei melhor trocar de restaurante por um tempo.

Está sendo exaustivo, mas produtivo. O curso tem uma linguagem “corporativa”, trata de negócios, relações no trabalho, questiona nossos papéis profissionais e ao menos agora, no começo, enfatiza muito o estudo dos nossos valores e competências (para mim um verdadeiro pesadelo), mas até que estou encarando bem. As aulas têm aquelas dinâmicas de grupo, parece que estou numa entrevista de emprego para uma multinacional e não numa sala de aula. Para não parecer “a hippie” da turma, cheia de pessoas com crachás e cargos, achei melhor não contar todos os detalhes da minha formação, achei normal dizer que era uma arquiteta mesmo. Isso. No segundo dia tínhamos de levar um trabalho, sobre “carta de valores”, e eu já ia ler o meu filosofando sobre a vida, sonhos e poesias quando um colega apresentou um case de uma empresa americana. Estava em inglês o trabalho dele. Eu não sabia o que significava case.

Claro, entrei em pânico e desde então meu tempo livre tem sido para estudar e tentar passar menos vexame na sala de aula. Acordo tão exausta que os passeios com meu bull viraram voltinhas. Estou com tanto sono nesta hora que Jimmy virou uma vaga lembrança da minha manhã. Me sinto culpada.

Um dia, na aula, a professora “motivacional” nos pediu para escrever uma lista do que gostávamos de fazer e trocássemos idéias com nosso grupo, para quebrar o gelo. Escrevi “passear com meu cão pelas manhãs” e “escrever no blog” no meio de outras coisas, mas na hora de ler resolvi pular esta. Ia chorar de novo, e ali não dava.

A porção “maluquinha”da minha vida tem pouco espaço no meu dia agora. Ela fica na varandinha, com o rabinho abanando, me pedindo para largar esta maletinha e este o tablet sem jogos, e ir lá para fora, na rua, ver o mundo e descobrir novos caminhos, rir de uma nova história e implicar com todo poodle que passa.

Quero fazer tudo, mas abraçar o mundo é impossível. A consciência pesa, claro, e eu acabo fazendo todas as vontades do meu bull, estrago mesmo: com passeios pequenos não precisa de focinheira, biscoito é toda hora, e se ele latir pedindo colo, eu dou colo. Tudo para me sentir melhor.

Mas que está errado, está. Ai, esta culpa!

Feliz Páscoa

Olá, amigos, esta semana que antecedeu a Páscoa foi uma correria só, resolvi fazer enfeites de Páscoa aqui em casa antes de viajar (sim, eu parecia mesmo à toa na vida) e Jimmy ficou me “ajudando”.

Desejamos uma boa Páscoa para todos!

Speed

Este bullzinho de Rio Grande (RS) ainda é um “bebê”, mas é bem precoce pelo visto… O Leonardo, já sabendo o que pode esperar, fez alguns planos para o novo membro da família:

De longa data que tenho admiração por bull terrier, mas somente esse ano consegui achar um em minha cidade para “comprar”, comprar é uma palavra pesada já que não tem nenhuma analogia com o melhor amigo do homem, já que amizade não se compra. Encontrei esse meu amiguinho meio por acaso em um site de ofertas de produtos em gerais da cidade, e no anúncio estava escrito que pai e mãe estavam no local, fui ver e comprovei que realmente o casal era de fato propiedade de quem queria vender os filhotes. Pai e mãe do Speed eram super calmos, carinhosos e nenhum momento foram arredios com minha presença em seu território.
O nascimento do sped ocorreu em uma data muito significativa, tendo em vista que mora em uma cidade litorânea, o dia do nascimento foi 02/02 dia de Nossa Senhora dos Navegantes, no momento que acordei na compra de meu amigo, ele tinha em torno de 7 ou 9 dias, era o menor da ninhada mas me chamou atenção pela pinta do nariz, resolvi ficar com ele, no momento da entrega dos filhotes, houve uma surpresa o menor agora era um dos maiores e já estava de orelha em pé, enquanto alguns outros ainda estavam dobradinhas, sei que isso não influencia em nada, mas já me senti orgulhoso.(risos).
Enfim, estou muito feliz com meu novo parceiro, já possuo um outro cachorro, de raça indefinida, viralatão mesmo, no qual anda de skate junto comigo, o Speed vai pelo mesmo caminho radical, quando ele estiver apto a andar correndo ao meu lado de skate mando mais fotos!

 

Ah, mas um bull de skate eu quero ver, não vai ter cão mais descolado que este! -momento de silêncio para a inveja momentânea. Nós desejamos à nova família mil aventuras radicais!

Centro do mundo

Montamos nosso pequeno escritório em casa e pudemos, finalmente, dar fim às caixas restantes e bagunça. Desembalamos todos os badulaques, toy arts e objetos loucos que colecionávamos e colocamos nas estantes. Não coube tudo, tivemos de comprar mais uma estante para os brinquedos. Por um momento me questionei se seria boa idéia deixar aquele monte de coisas pequenas e adoravelmente proibidas ao alcance do nosso bull terrier, mas afastei o pensamento e tentei curtir o momento.

Ainda estamos ajustando tudo, mas ficou legal. Rafael agora tem um espaço para trabalhar à vontade e eu, para fazer minhas pequenas coisas. Todo mundo feliz, menos um bullzinho, que resolveu ficar com um ciúme danado daquele cômodo. Quando entramos no escritório, Jimmy fica bravo, late, aí o trazemos para perto, mas ele quer ficar no nosso colo entre a tela do computador e a nossa cara, com direito a lambidas e tudo. Assim não dá.

Desce Jimmy do colo, ele corre para a estante e pega um brinquedo de refém. Arrepio na espinha, Rafael fica louco e toma dele, o põe para fora e fecha a porta. Jimmy chora. Colocamos para dentro de novo e recomeça a briga.

Hoje, adulto, Jimmy só pega alguma coisa para chamar nossa atenção. Sozinho, não tem interesse em fazer tanta arte. Um dia, não tranquei a varanda direito ao sair, Jimmy abriu a porta e ficou parado esperando o dono dele chegar, deitadinho na porta. Não quis saber de nada lá em casa.

Mas se estamos com ele e “ousamos” não dar atenção, ele quer o mundo. Pega tudo que estiver ao alcance, o negócio é chamar a atenção. O centro do nosso mundo tem de ser ele.

A nossa relação com nosso cão afeta a forma como ele interage com o mundo lá fora, o comportamento “anti-social” dele com outros cães. Claro, a característica da raça influencia muito, mas digo que nosso bull é um mimado. E digo isso com a consciência de que não soa simpático e também com certa culpa.

E paro por aqui.

Um domingo de sol

Com esta chuva estranha que não pára, nos resta ficar em casa entediados enquanto tentamos entreter nosso cão. Olhando as fotos no meu celular, me veio a lembrança de um domingo não muito distante.

Neste domingo amanheceu com um baita sol. Acordamos cedo com as gargalhadas da criançada na piscina. Olhamos lá para baixo e deu uma dó de ver a turminha do prédio se divertindo tanto, e a gente ali, sem poder descer com nosso cão (no nosso prédio é proibido).

Rafael teve uma idéia: “Vamos comprar aquelas piscinas plásticas e montar na varanda?”. Eu disse “Não vai dar certo”, mas quando me dei conta ele já tinha saído.

Voltou todo empolgado com uma daquelas piscinas infláveis e tratou de enchê-la na varanda, sob olhares atentos do nosso bull terrier. Quando ela estava meio cheia, chamou: “Vem, Jimmy!”.

Jimmy não veio. Então meu marido teve a brilhante ideia de colocar o nosso bull lá dentro, à força, e aí a coisa ficou interessante. Jimmy agarrou desesperadamente na beira da piscininha (embora a profundidade dela fosse incríveis 15cm), e ficaram os dois se debatendo ali por alguns minutos.

Seria um bom momento para dizer “Eu te avisei”, mas Rafael estava encharcado, achei melhor deixar para outra hora. E quando ele finalmente conseguiu pegar o Jimmy para tirá-lo dali, ele continuava “nadando” com a patinha, mesmo no colo. Foi a cena mais hilária, aquele bull encharcado com as patinhas abertas no ar!

A primeira experiência do Jimmy numa piscina de verdade, ele pulou na empolgação e afundou que nem um tijolo, tivemos de resgatá-lo lá do fundo. A segunda experiência foi esta. Não sou expert, mas acho que meu cão não curtiu muito não.